Lembra-te, amor!
… Por que dormes tão bem, por que sonhas,
quando já não te resta sequer uma centelha daquilo que eras?… Continuar lendo Lembra-te, amor!
Mil versos atrás,
eu escrevi três livros.
Ainda não lhes dei papéis.
Apenas lhes dei a luz
sobre estes trapos coloridos.
… Por que dormes tão bem, por que sonhas,
quando já não te resta sequer uma centelha daquilo que eras?… Continuar lendo Lembra-te, amor!
… Até que nos saudaram os espíritos atordoados,
despertados pela nossa encenação desprezível,
vivida por nós com entorpecimento e fúria,
no limbo entre dois mundos… Continuar lendo Aberrante
… A obviedade fulminante
da faísca primordial,
daquela lâmina da guilhotina,
do nó da forca,
da torpe palavra
enfaticamente lançada
boca afora pelo pensador medíocre
que se enxerga um Omar Khayyam… Continuar lendo O medíocre
… A espinha fez-se ferida.
Revoltada, criou uma crosta.
Agora tornou-se carúncula
com feição enraivecida.
Eu sucumbi à sua raiva
exposta sobre o meu lábio,
embaixo da ventana direita… Continuar lendo Carúncula
… Este poema tem, pois, um prazo de validade… Continuar lendo Fúria
… Minha liberdade torna-se verde
para eu exprimir esta ideia: … Continuar lendo Um Periquito
… Agora o ódio, estragado, já não é reagente da euforia, mas da vergonha. … Continuar lendo O Ódio
… Enganado, conduzi a destruição dos meus versos. Sem que eu traísse a causa prejudiquei a causa inteira… Continuar lendo O culpado
… Os homens e as mulheres
que assinam os papéis,
escrevem a Norma
e rabiscam o Tempo
em quais eticidades repousam?… Continuar lendo Perenizado
Memórias da infância trazem-me
crenças as quais eu devo rejeitar,
insuficientes que são à minha
auto-percepção de eminente pessoa. …
Continuar lendo Descoberto o Brasil